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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
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Vinho do Porto
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O Vinho do Porto
Características do Vinho do Porto
O vinho generoso mais prestigiado do mundo. O Vinho do Porto, é majestoso, de grande riqueza de aroma e concentração, sendo produzido exclusivamente na Região Demarcada do Douro.
O Vinho do Porto, deve as suas inconfundíveis características de aroma, corpo e sabor, à alta qualidade das uvas, bem como às características agro-climáticas da região. A Região do Douro, foi demarcada por alvará régio, a 10 de Setembro de 1756. "Vinho do Porto" é essencialmente uma designação geográfica de origem.
História do Vinho do Porto Os melhores Vinhos do Porto são produzidos nas margens escarpadas e rochosas do rio Douro e dos seus afluentes. A videira é cultivada nestas encostas desde os tempos pré-romanos.
No século XVII, devido às sucessivas guerras entre Inglaterra e França, os comerciantes ingleses, privados dos seus habituais vinhos de Bordéus, viraram a sua atenção para os robustos e frutados vinhos portugueses.
Foi através do célebre Tratado de Methuen, em 1703, celebrado entre Portugal e Inglaterra, que regulava a troca comercial de tecidos ingleses por vinhos portugueses, que o vinho português conheceu um impulso decisivo no seu consumo em terras inglesas.
No entanto, estes vinhos nem sempre chegavam ao seu destino nas melhores condições e os comerciantes adicionavam-lhes aguardente para os proteger contra os rigores da travessia marítima para Inglaterra. Mais tarde, tornou-se habitual adicionar aguardente durante a fermentação e assim nasceu o Vinho do Porto tal como o conhecemos hoje.
Entre os primeiros comerciantes, contava-se Job Bearsley, que em 1692 era exportador de Vinho do Porto e sócio na firma que hoje conhecemos por Taylor's.
Em 1727 o filho de Job Bearsley, Peter, foi o primeiro exportador inglês a aventurar-se na remota e montanhosa região a montante do Rio Douro à procura dos melhores vinhos. Em 1744, o seu irmão Bartholomew tornou-se o primeiro inglês a comprar uma propriedade no Douro.
Com a passagem do tempo, os pioneiros do comércio do Vinho do Porto descobriram que a adição de aguardente no mosto durante a fermentação trazia outros benefícios para além da simples protecção do vinho, realçava as suas qualidades, permitindo que se transformasse, ao envelhecer nos frescos e calmos armazéns de Vila Nova de Gaia, no vinho opulento e complexo que conhecemos hoje como Vinho do Porto.
A Terra do Douro e as suas Quintas As características incomparáveis do Vinho do Porto não derivam apenas do seu método de vinificação. Como em qualquer grande vinho, nascem também de uma associação única no mundo, de clima, solo e casta.
Separado do mar pela Serra do Marão e protegido pelos ventos húmidos do Atlântico, o Vale do Douro tem verões tórridos e secos e invernos severos. É uma paisagem selvagem e montanhosa de uma beleza austera.
As vinhas são cultivadas em socalcos precários feitos pelo homem nas íngremes encostas dos vales do Douro e seus muitos afluentes.
Os socalcos mais antigos são estreitos e por vezes só contém uma única fila de vinhas. Separados por muros em pedra, sobrepõem-se como degraus de uma pirâmide, produto de séculos de trabalho hercúleo. Recentemente classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, esta é uma das paisagens mais dramáticas e inspiradoras do mundo vinícola.
Os socalcos mais recentes, também conhecidos como patamares, são mais largos e não possuem muros. São recortados nas encostas rochosas com a ajuda de escavadoras e são separados por elevações em pedra.
Para construir novos patamares neste terreno rochoso utiliza-se frequentemente dinamite para destruir grandes porções de xisto, uma rocha laminada que constitui a base dos melhores terrenos do Douro.
Algumas das vinhas mais recentes não são plantadas em socalcos mas sim em filas perpendiculares dispostas verticalmente nas colinas. Esta técnica, conhecida como "vinha ao alto", foi aperfeiçoada nos últimos anos e é utilizada nas colinas menos íngremes.
O Douro tem uma grande variedade de castas tradicionais. Entre as melhores contam-se a Touriga Nacional e a Touriga Francesa, que produzem vinhos de grande concentração aromática; a Tinta Roriz, rica em taninos e distintivos aromas de cedro; a subtil e aromática Tinta Barroca; e a fiável Tinto Cão, um das castas mais antigas do Vale do Douro.
Os pequenos bagos de casca grossa que caracterizam as variedades do Douro, juntamente com o clima árido desta região, produzem vinhos de uma grande riqueza e concentração. As raízes das vinhas descem por vezes 12 metros através das fissuras nas rochas na sua procura por água no solo para cada bago de uva.
A Vinificação
Em meados de Setembro começa a vindima. Ano após ano, as rogas, grupos de vindimadores, regressam das suas aldeias nas montanhas para colher uvas de dia e pisá-las ao som da música durante a noite.
O vinho fermenta em lagares sob o olhar atento do enólogo, à medida que o delicado movimento dos pés dos vindimadores extrai gradualmente a cor rica, os taninos e o sabor das uvas. A sensibilidade do pé humano torna-o ideal para esta tarefa. Este garante que a extracção seja delicada mas completa e que os vinhos tenham um equilíbrio perfeito entre concentração e delicadeza.
Actualmente, já existe um sistema similar mecânico, os pistões, desenvolvido pela Taylor's, que à semelhança dos pés dos vindimadores, trabalha delicadamente as uvas, mantendo a pele das uvas constantemente em contacto com o sumo em fermentação.
Seja qual for o método utilizado, a pisa é seguida por um processo conhecido como beneficiação. No momento ideal, quando as leveduras já transformaram cerca de metade do açúcar natural das uvas em álcool, a pisa é interrompida e é acrescentada uma aguardente límpida e incolor ao mosto. Esta beneficiação com aguardente vínica interrompe a fermentação, mantendo muita da doçura original das uvas no vinho acabado.
Da sinergia do vinho e da aguardente, nasce durante o envelhecimento a gama complexa e subtil de aromas que tornam o Vinho do Porto um dos grandes vinhos do mundo. Na primavera a seguir à vindima, o novo vinho generoso viaja cerca de 150 quilómetros até aos sóbrios armazéns de Vila Nova de Gaia, onde começa a sua transformação gradual em Vinho do Porto.
Os Estilos de Vinho do Porto
Devido à sua beneficiação com aguardente, o Vinho do Porto pode ser envelhecido em carvalho durante muito mais tempo que a maioria dos outros vinhos - durante dois anos ou muitas décadas, dependendo das suas características e do seu potencial. Pode ainda envelhecer em pipa, em cuba de madeira ou em garrafa - ou numa combinação destas.
Dos diferentes períodos e métodos de envelhecimento possíveis, nasce um grande número de estilos com diferentes características. O Porto Branco Seco, Porto Branco Doce, Porto Tawny, Porto Colheita, Porto Ruby, Porto Late Bottled Vintage (LBV) e Porto Vintage.
O Porto Vintage
O Porto Vintage é o mais raro e excepcional de todos os Vinhos do Porto, o verdadeiro vinho do coleccionador, produto de uma única colheita de qualidade superior.
Vinho engarrafado ainda muito jovem e poderoso, podendo desde logo ser consumido, mas também pronto a envelhecer durante anos ou décadas na garrafa, em cave, onde lentamente desenvolve os poderosos aromas e o sublime sabor opulento que caracteriza um Porto Vintage maduro.
Após cada vindima são escolhidos os melhores vinhos, É elaborado a partir dos vinhos que são previamente escolhidos e deixados a envelhecer durante dois Invernos. Na segunda Primavera são de novo provados. Se forem considerados excepcionais, os vinhos são combinados de forma a conterem um resultado equilibrado, com estrutura, elegância, complexidade, corpo, profundidade, fruta pujante e concentrada.
Chegado este momento, é decidido se o vinho será declarado Vintage, ou não. Para a declaração ser concretizada, a combinação deve ter uma qualidade excepcional; o vinho deve ser austero enquanto jovem, com uma grande profundidade de sabor e uma estrutura maciça, capaz de desenvolver ao longo dos anos ou décadas o requinte próprio do expoente máximo do Vinho do Porto, o Porto Vintage.
Se um Vintage é declarado, o vinho é engarrafado no final do segundo ano. É importante referir que um Vintage não se declara todos os anos, apenas, em anos excepcionais.
Ao contrário do que muitos pensam, o Porto Vintage não é difícil de servir. No entanto, existem algumas regras simples que permitirão apreciar o melhor de todos os vinhos generosos.
O Porto Vintage envelhece na garrafa. Para evitar que a rolha seque, é preciso conservar a garrafa deitada. Pode existir próximo do fundo da garrafa uma pincelada de cal ou tinta branca. Neste caso, a garrafa deve ser deitada, de forma a esta marca ficar para cima.
À medida que o Porto Vintage envelhece, cria um depósito natural no interior da garrafa. É portanto aconselhável decantar o vinho (passá-lo cuidadosamente para outro recipiente, sem deixar passar o depósito) antes de o servir.
Em geral a garrafa deve ser aberta e decantada duas ou três horas antes de ser servida. Como todos os vinhos que envelhecem em garrafa, o Porto Vintage deve ser consumido de preferência, no dia em que é aberto, ou num período de dois ou três dias.
O Vintage é servido tradicionalmente no final da refeição, com queijo ou nozes e frutos secos. Segundo um velho costume, o vinho é passado à volta da mesa no sentido dos ponteiros do relógio, cabendo a cada convidado a sua vez de se servir.
As Caves do Vinho do Porto
As Caves de Vinho do Porto são o local privilegiado para tomar contacto com esta bebida nacional e toda a sua história. Abertas ao público, oferecem a oportunidade de degustar este precioso néctar, conhecer o seu percurso ao longo dos tempos, a região onde é produzido e a forma como é obtido.
Partindo da Ribeira, aproveite o tabuleiro inferior da Ponte de Dom Luís, da autoria de Teófilo Sevrig, e a pé ou de carro visite as grandes Casas de Vinho do Porto.
Aqui poderá descobrir o Vinho do Porto, o vinho generoso mais prestigiado do mundo, um vinho grandioso, de uma riqueza de aroma e concentração únicos, produzido na Região do Douro. A Região do Douro foi demarcada por alvará régio a 10 de Setembro de 1756, sendo a Região vinícola mais antiga do Mundo.
A História do Vinho do Porto, a forma como este é elaborado, a sua composição, o seu armazenamento, quais as variedades mais vendidas e claro, quais os melhores e mais raros Vintages, são algumas das curiosidades interessantes que poderá descobrir nas dezenas de Caves, estendidas junto à margem do Rio Douro, em Gaia.
Sugerimos para visita as Caves da Rozès, Sandeman, Ferreira, Croft, Quinta do Noval, Ramos Pinto, Romariz, e Taylor Fladgate & Yeatman.
Saiba mais sobre o Hotel de Charme Casa da Calçada. |
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